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News Geral

Comunicado aos alunos

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Comunicado aos alunos e colegas

Comunico aos alunos, ex-alunos e colegas que em 2018 não atuarei diretamente em sala de aula na EE Profa. Neuza Maria Nazatto de Carvalho, pois estou desde o ano passado atuando na Diretoria de Ensino.

Por essa razão, e porque o CMS utilizado para manter este site (Joomla) já está desatualizado, não pretendo fazer novas atualizações neste site e, ao invés disso, pretendo criar novos espaços e formatos para o Cantinho do Prof. JC no endereço http://profjc.net.

O site será mantido no ar até que novas atualizações entrem em vigor, sem data prevista ainda, com o intuito de manter o registro das atividades de anos anteriores e no formato como está atualmente.

Enquanto isso outros projetos continuam em andamento e continuo atuando fortemente na área de Educação, educação a distância (EAD), autoria de materiais didáticos, pesquisa e uso de novas tecnologias e metodologias de ensino.

Agradeço à todos pela paciência.

Abraço,

JC

 

Comentários sobre a "pesquisa" da SEE-SP sobre escolas de ciclo único

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A SEE-SP foi obrigada a liberar a "pesquisa" que fez sobre os resultados das escolas de ciclo único comparativamente as escolas de mais de um ciclo. Nesse texto eu comento esses resultados e argumento sobre a invalidade dessa pesquisa como parâmetro para políticas públicas tão impactantes quanto a reorganização simultânea de cerca de 1000 escolas.

Leia mais: Comentários sobre a "pesquisa" da SEE-SP sobre escolas de ciclo único

 

A batalha acabou, mas a guerra é eterna

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300-fallen_01Encerrou hoje, 12/06, a mais longa e tenebrosa greve dos professores do Estado de São Paulo. Após 92 dias de paralisação os professores que ainda conseguiam se manter sem salários decidiram pela suspensação da greve.

"Os 300, enfim, caíram".

Não vou fazer aqui uma análise de culpas e inocências. Teremos muito tempo para isso daqui por diante.

O governo paulista não atendeu nenhuma reivindicação da pauta dos professores, sequer reconheceu a existência da greve e continua reafirmando que está tudo bem, tudo normal. A mídia também não se preocupou em divulgar corretamente o movimento nem em apurar a validade da pauta de reivindicações. Com isso a sociedade toda está crente de que realmente foi tudo apenas uma ilusão. Então tá.

Segunda-feira voltamos para as salas de aula, de onde nunca saímos e nem fizemos falta, para continuar oferecendo aos nossos alunos o melhor ensino do Brasil, ainda que sem papel higiênico nos banheiros, com lousas esburacadas e tocos de giz de quinta categoria. Mas isso tudo parece perfeito. Principalmente para quem tem os filhos matriculados na rede particular.

Aos colegas professores que participaram desse movimento registro meu orgulho e satisfação por ver que ainda restam educadores com visão e ímpeto de batalha pela melhoria do ensino público. Os demais já foram suficientemente elogiados e agraciados pelo governador.

Vale lembrar apenas, talvez como consolo para uns e alerta para outros, que todos os dias o sol continuará nascendo, as crianças continuarão brincando e o velhos continuarão morrendo. Aproveite o sol, seja criança, ou morra.

   

A tortura aos professores paulistas

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Professores de SP em greve

70 dias de uma greve que sequer é reconhecida pelo governo do estado de São Paulo nos levam à muitas reflexões. A principal delas talvez seja tentar compreender porquê esses professores têm tão pouca importância para o resto da sociedade: uma sociedade que sempre coloca a Educação como um fator fundamental para seu bem estar. Antes porém, falemos de tortura.

Quando levantamos os casos absurdos de tortura da época da ditadura ficamos profundamente indignados, e com toda razão. Quando tratamos de casos mais corriqueiros de tortura aos presos comuns, abuso de autoridade e violência gratuita por parte da polícia ou, ainda, casos de bandidos que sequestram, roubam e torturam suas vítimas, também ficamos indignados. E também com razão.

É aviltante admitir que se possa forçar alguém a fazer algo que não faria por vontade própria mediante mecanismos de coação que impliquem em dor, sofrimento e humilhação. É mais criminoso ainda quando isso envolve familiares da vítima que são torturados conjuntamente. E me parece inadmissível quando é feito por um estado de direito vivendo um regime democrático.

Mas como fica isso diante da decisão do governo paulista de cortar o ponto dos professores em greve, contrariando a própria constituição e, dessa forma, não lhes pagar os salários? Se, para Alckmin, pagar salários para professores que estão em greve, mesmo sabendo que depois esses professores teriam que repor essas aulas, uma a uma, é entendido como "ilegal", como entenderíamos a legalidade de expor as famílias desses professores à uma situação de risco iminente por falta de recursos para prover as necessidades mais básicas, como alimentação, saúde e serviços públicos como energia elétrica e água?

Enquanto Alckmin usa e abusa do aparelhamento do PSDB no judiciário para protelar o pagamento aos professores em greve, como vivem as famílias desses professores? E, afinal, será que isso realmente não tem importância? Pode o governo paulista torturar as famílias dos professores para obrigá-los a se sujeitarem à vontade do governador e do seu secretário da Educação?

É claro que ouviremos algumas vozes dizendo "voltem ao trabalho, vagabundos, e terão o que colocar na boca dos seus filhos", mas isso não é exatamente uma forma imoral, ilegal e vergonhosa de praticar tortura contra todos os familiares desses professores para obrigá-los a abrirem mão de seus direitos constitucionais? Não é uma forma abominável de tortura sendo validada por decisões monocráticas do judiciário?

Se os presos políticos do regime ditatorial delatassem seus amigos, seus planos e suas ações assim que fossem presos, talvez não sofressem tanto antes de serem assassinados, mas não teríamos um movimento de resistência ao golpe dos militares de 64 e nem um país democrático hoje. Pode-se argumentar que todos deveriam ter aceitado o golpe militar sem se opor, mas não foi assim. Pode-se argumentar hoje que os professores deveriam aceitar a autoridade e a vontade do governador, sem queixumes, e apenas seguir suas ordens, ainda que isso só piorasse a educação paulista. Mas não é assim que acontece em uma democracia, e muito menos quando se trata de pessoas pensantes e atuantes, como são os professores.

Eu não vejo na mídia, até agora, e nem por parte dos formadores de opinião, intelectuais e políticos alinhados com a causa trabalhista e a vontade de melhorar a Educação desse país, nenhuma movimentação real no sentido de apoiar efetivamente os professores e lhes garantir o direito de pensar, discordar e propor soluções para a Educação. Nem mesmo no que me parece o elemento mais básico de uma democracia em um estado de direito: a garantia do direito à greve sem o uso de coação na forma de tortura às famílias dos grevistas.

Voltemos então ao parágrafo inicial: porque ninguém consegue ver isso? Porque os professores, suas famílias e os alunos das escolas públicas são assim tão invisíveis? Será mesmo que a sociedade ignora esses milhares de indivíduos encarregados de educarem as próximas gerações? Será que vêem mesmo com bons olhos essa prática abominável do estado de São Paulo em torturar as famílias dos professores para obter obediência ao seu governador-ditador?

Deixo essas palavras como reflexão, mas convenhamos, já deu tempo para refletir muito, não? São 70 dias de greve e dois meses sem salário. Agora já é fato que muitos professores estão perigosamente endividados e vendendo seus poucos bens para garantir a comida de seus filhos, quando podem. E fazem isso porque acreditam em um ensino de mais qualidade com políticas de governo mais efetivas, não porque sejam vagabundos querendo receber sem trabalhar.

E você, que sempre achou que podia fazer alguma coisa pela Educação paulista, o que me diz disso tudo?

 

 

 

Não tem arrego, Mr. Alckmin!

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A cada assembléia mais e mais professores comparecem e o grito de guerra continua sendo o mesmo: "Não tem arrego!".

Professores em greve

Na foto milhares de professores que puderam participar da assembléia na Av. Paulista, SP, nessa sexta-feira, 08/05, e que não constitui-se no total de professores em greve, mas apenas uma pequena parcela que pode viajar até São Paulo para participar dela, votam pela continuidade da greve e entoam juntos o grito de guerra que já viralizou: "Não tem arrego!".

Quando Alckmin diz que não há greve ele está dizendo o quê afinal? Que ele pode decretar que milhares de professores paralisados e reivindicando melhorias significativas para o ensino paulista estão simplesmente "faltando ao trabalho"? Que esses professores não existem? Ou que ele, por se sentir poderoso demais, pode simplesmente desprezá-los, aos seus alunos e as famílias deles?

Mostrei ontem, em outro texto, que já temos cerca de 5 milhões de aulas que precisarão ser repostas. Alckmin quer que os alunos fiquem sem essas aulas de reposição? Pois é isso que aconteceria se hoje todos esses professores concluíssem que estiveram enganados nesses dois meses e "arregassem", voltando ao trabalho humilhados na segunda-feira.

No atual estado catastrófico a que chegamos após dois meses de greve, e por absoluta falta de vontade política do governo em negociar com os professores e apresentar contra-propostas plausíveis, já não é mais possível "encerrar uma greve que não houve" e com isso tirar dos alunos o direito a essas 5 milhões de aulas que desapareceriam do currículo. Será que o Secretário da Educação consegue perceber isso?

A ladainha entoada pelo governador nos últimos dias, que tenta ridicularizar as reivindicações dos professores chamando-as de irreais, acaba tendo um efeito reverso ao ridicularizar a capacidade de negociação do próprio governador, que parece estar apartado da realidade, talvez em uma crise psicótica de negaciosismo (não tem greve, não tem falta de água, não tem epidemia de dengue, etc.).

Já passamos do "ponto de desistência", onde a greve poderia ter terminado sem maiores consequências. No presente momento, a menos que o governo aceite negociar em termos plausíveis, todo o ano letivo estará comprometido.

Não posso acreditar que a população do Estado de São Paulo aceite isso tranquilamente, pois isso afetará de forma catastrófica o ensino já precário que a rede consegue oferecer. Alckmin pode até ter surtado, seu secretário pode realmente ser um banana sem iniciativa própria, como corre à boca pequena, mas será que todos que têm filhos na escola pública paulista também o são?

Já passou da hora do governador parar de agir como uma criança pirracenta e tentar encontrar o que restou do projeto de vida política dele. Governar o estado mais rico da nação não é para qualquer um. Erros infantis cometidos na administração pública podem levar a consequências imprevisíveis. Beto Richa, que massacrou os professores do Paraná, já descobriu isso.

   

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